quarta-feira, 28 de maio de 2014

"Eu finjo ter paciência"


Eu acho engraçado.
É tão incrível como as pessoas tem em mente um poder de destruição. É mais fácil passar para trás do que ajudar alguém a seguir em frente. É mais fácil soltar o peso nas costas do outro do que dividir as forças para não pesar para nenhum dos lados. Como é mais fácil criticar do que aconselhar. É muito mais fácil julgar do que procurar saber o que realmente se passa. É imensamente mais fácil apontar o dedo, do que dar um abraço...
Vem cá? Como você se sente? - Isso faz falta!
Acredito que se as pessoas, hoje em dia, se preocupassem mais umas com as outras, ou demonstrassem verdadeiramente o amor que dizem ter, haveriam mais pessoas "passando bem". Críticas construtivas, leva alguém a algum lugar bom, animam, empurram para frente. Críticas destrutivas, puxam para baixo, cansam. Fadigam. Vamos começar a entender, que certas coisas magoam, certas coisas acabam com as forças. A história de dar a volta por cima/chutar a pedra que está no caminho, olhar para a frente e seguir, cansa, assim como "água mole em pedra dura, tanto bate até que fura". Se fazer de forte o tempo todo, acaba por acabar com a verdadeira fortaleza (foi por isso que tirei minha armadura). Então preste atenção: as palavras doem muito mais que um tapa na cara, ou um chute no saco. Use elas da maneira correta. Selecione-as cuidadosamente, para que elas cheguem aos ouvidos de alguém, de uma maneira boa; e também, atenha-se para que você não caia, talvez, na hipocrisia.
#78

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Desta vez, de verdade, eu sinto.


Sinto uma paz
Que há muito não sentia.
Acho que agora estou pronta...
Para partir?
Só se for para a luta.
Pronta para mais uma vez
Recomeçar.
Recomeçar, mesmo,
Não só apenas na escrita.
Respirar novos ares,
Destes, eu sentia saudade.
Hoje é outra segunda,
Só que com muito mais a oferecer,
Mais garra para continuar,
Pois hoje sinto uma paz
Que há muito não sentia.
Eu sou.
Estou.
Pronta para mais uma vez
Recomeçar.
#76

terça-feira, 6 de maio de 2014

Loucura do meio dia


Eu crio pseudônimos; com cada palavra jogada ao vento, eu junto e crio versos, e de versos, poesia, mesmo depois de um ou dois copos. As palavras, cada uma tem sua intensidade, sua cor, seu gosto, seu som, sua escrita. Naquela madrugada, eu guardei todas aqui dentro e não consigo achar o botão de delete, assim como você encontrou tão rápido. Desde então, passo a organizá-las e fazer rimas, como distração. O poeta escreve suas dores, alegrias, sentimentos. Mas como não sou poeta escrevo e descrevo esse meu vazio, tão cheio de nada, cheio de muito. As vezes, nada a oferecer e muito a se chorar. Se as lágrimas são tão vazias quanto o que eu sinto, elas estão cheias, preenchendo meus olhos. Só. Só o que eu tenho a oferecer, no momento. Fortaleza, por fora. Então eu decidi quebrar esse concreto que me envolve. A capa que eu mesma criei; tirar a armadura, e deixar que vaze esse vazio, tão cheio de tudo, tão cheio de nada. E quando eu me recriar, me recompor, assumo um novo pseudônimo. Retomo meu fio. Só que ao me olhar no espelho, com os olhos inchados, sou a mesma, por enquanto sou a mesma. Mas não quero ser a mesma. Mudanças, quero encher o caminhão. E que fique na casa velha, tudo o que bateu a porta, entrou de mansinho e fez uma zona lá dentro. Em meio à bagunça toda, e toda a papelada jogada ao chão, pego em meus braços só o que eu quero levar, o que eu aguento levar, o que vale a pena fazer esforço para carregar. Móveis novos, dão à casa nova, uma nova cara. Só o coração, que em meio a tantos móveis, se torna imóvel, preso a mim, sem ser a casa. Ô coração... Se eu não posso lhe arrancar de mim, onde é que fica o botão de reset? Um dia eu encontro, e assim poderei respirar um ar puro, em minha casa nova, com meu novo nome. Ah... eu vou.
#74


segunda-feira, 5 de maio de 2014

Para frente


E naquela segunda...
Tomou seu fôlego;
Tirou suas meias
Para viver inteiramente.
Trocou seus sapatos velhos
Firmou seu pé no chão,
Embora a mente quisesse planar.
Foi realista, se sentiu otimista
Focou sua vista.

E para ela é assim:
Se está decido,
Decidido está.
E naquela segunda...
Tomou seu fôlego;
Tirou suas meias
Para viver inteiramente.
Ela não gosta de meios,
Gosta de cada parte,
Por inteiro.

Respirou fundo, ergueu a cabeça
"Recomeçar,
E quem quiser que me acompanhe,
Porque não vou mais esperar
Vontades alheias,
Fazer o que der na telha,
Cansei de pensar só,
Ser as partes só."

Engatou a primeira,
"Hoje é um novo dia.
Todo dia é um novo dia."
#72