sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

É melhor.


Pelo andar da carruagem
terei histórias para contar
muitas histórias...
....
Histórias para guardar
Principalmente para guardar.
...
Pensando bem
Histórias para guardar.
Porque não seria nada agradável
Uma tarde no parque
Embaixo das árvores
com os netos
fazendo, o que eu chamo de revelações...
Não, não seria.
É...
Histórias para guardar.
Melhor assim.

#57

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Dupla "estrisita"


Era para ser um dia como qualquer outro,
começo de semana,
monótono e cansativo.
Porém um pingo
é causa para a mudança de direção
nesse mundo louco.
E que loucura!
Chuva.
Não tenho muito o que declarar,
mas deixo claro que
não tinha nada claro
e que se eu pudesse
faria mil e uma vezes.
"Mas por quê não mil? Resume."
- Porque não me afeiçoo muito com o par.
E que fique no ar.
#56

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Mesmice


Ai você tenta não se importar... Finge que não escuta. Finge que não liga. Finge que tá tudo bem. Só que não dá. É engraçado como as coisas acontecem, como tem horas que a vida te coloca em situações para testar o quão forte você é. E você se sai bem (ou pensa que sim)... "ah, é fácil...", e por dentro você está querendo morrer, de raiva, de ódio, de decepção. 
É certo, que por decepção, a culpa realmente é minha. 
Li uma frase hoje, paródia de um clássico, a qual eu dou muitíssima razão.
- "Tu te torna eternamente decepcionado pelas expectativas que tu cultivas..."
Sim, eu sei realmente que o motivo de eu estar como estou é por responsabilidade minha mesmo. Eu é quem me importo demais com o que não deveria, porque eu sei que não vai mudar, que não tem conserto mesmo e isso já foi me provado, não só uma ou duas vezes. Mas sabe, chega uma hora que cansa. Que cansa mesmo. E você não tem mais vontade de se sentir forte, ou não tem fortaleza que esconda o que se sente.
Mais uma vez, respiro fundo, conto até 1 milhão, se necessário... Retomo minha fibra em pedaços, junto tudinho, calço minha face e "be strong, be strong, be strong". Ciclo sem fim.

#54

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Só que não mais


Poderia tecido, mas não foi
rasgou-se as roupas
silenciou-se os trouxas
eles não concretizaram.
"Pára!"
Poderia tecido
mas ela não queria
e naquele momento ela decidiu
de que roupa se vestir
de que panos se cobrir
descobrir.
Poderia tecido
mas ela não queria
Olhou bem nos olhos
no fundo dos olhos
enxergou sua alma
"não, não é isso que eu queria,
compreenda
e não me repreenda"
E ele na vontade
do que não era realidade
"poderia ter sido."

#53

Não dá.


Mãos atadas
Correntes
Cadeado
Algemas
Chave, porta, trinco
Tranca
Trancado.
Fecho, laço
Seguindo o mesmo passo
Mar? Como não?
Somos cada gota
Estamos no embalo
Para lá....
......E para cá
A onda leva, a onda traz
Tentando te mostrar que é incapaz
De lutar, de falar, de reclamar
De negar, de gritar
E eu digo:
Você tem a voz
E deve, e vai usar.
E não cruzar.
E não
"Deixe estar."
#52

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Infartinho.


Aí você tá de boa... Só ali, sentindo a brisa, refrescante. Ou sentada no sofá, espreguiçando, coçando os olhos. Ou então caminhando, sem rumo. Mas tá de boa. Ai, repentinamente, você vê determinada coisa. Toma um susto. Mini ataque cardíaco. Ai você tropeça, deixa cair o que tem na mão, a língua, a boca se atrapalham e você já nem sabe mais o que está falando, só que você também não consegue ficar quieta. Quem dera eu tivesse o controle de ficar quieta, quando estou nervosa. Parece que quanto mais as borboletas voam aqui no estômago, mais palavras eu despejo sem sentido. Não tenho mais o controle de minhas mãos, nem da escrita. Eu quero sair correndo dali, eu quero ficar ali.
O engraçado de tomar um susto, é que você não espera tomá-lo (aaah vá!). Mas tem algumas situações que você sabe que o negócio tá ali, você sabe onde encontrar e quando encontra, "toma um susto". Susto, sim, porque as pernas ficam bambas, o coração gela, a barriga borbulha. As mãos... aaah, elas tremem. E a língua enrola, quando mais você precisa dela. Em todos os sentidos. 
É... Eu, particularmente, acho que minhas linhas de expressão me condenam, quase sempre, quando não sou cara de pau. Mas levanto a cabeça, respiro fundo, sorrio e digo: Oi :) 
(mas isso não seria ser cara de pau?)
Parece besta, mas é tudo o que consigo fazer depois de um infarto desses. Porque num instante de um segundo, conseguem passar 10 a oitava coisas na minha cabeça. E olha, bota zero nisso. 
É um SMS (ou whatsapp, como preferir), alguém que dobra a esquina, um "encontrar na rua"... Tomo tantos... 
Mas, cá entre nós: tomar um sustinho, é bom demais....

#51

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Meio não convém



Meio louca
Cansada de meia boca
Beija-me com teus lábios inteiros
Envenena-me
Vive, vive em mim.
Dentro de mim
Fora de mim
Sem mais nem menos...
Eu quero é viver!
Ergam suas taças
Estiquem os braços
Beba a vida!
Isso tudo merece mais que um simples aplauso.
Sem meia boca
Louca
Beija-me com teus lábios inteiros.

#50

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Jogada


E dai você para por alguns segundos, olha para onde você está e pensa: "como posso ser tão idiota?" Ou melhor: "onde é que eu estou?". Fugas. Ja nem sei quantas. Ja estou cansada delas. Mas aí me aparece uma luz, meio vermelha, meio ruiva. "Eu mereço..."  Devo merecer... mas é a vida. Um dia a gente perde (o sentido), no outro a gente ganha (coisas a se pensar). E de verdade: quanto mais eu rezo, mais assombração me aparece. Algo errado na proporção. Assim como há algo em pane aqui. Sem entendimento.

#49 

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Tá faltando.


Eu já estou com saudade de sentir. E não é por acaso que o nome do blog é assim. Só que hoje venho em especial falar sobre o meu sentir, o qual eu sinto falta. Eu não lido bem com datas, porém sei que tem algum tempo. Tem algum tempo em que eu estou sentindo saudade de sentir, e por mais que eu peça, eu não consigo. Por mais que eu me concentre, eu sou incapaz. O que me deixa muito triste. É um vazio, inexplicável, tampouco consigo entender. As palavras entram, e não saem da minha mente. Palavras que entram pelos dois ouvidos, proferidas por diversas bocas, e tudo o que eu consigo fazer é tomá-las, "não, isso é bom..."; reorganizá-las, e passá-las para frente. Sem cor, brilho, ou amor. É bem aquela história, "faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço"... No meu caso seria "faça o que eu digo, mas não pense o que eu penso.". Só que também, isso me faz pensar, que tudo o que sai de dentro de mim, são meras palavras, tão mais vazias, como penso que me sinto. Saudade de sentir como antes. Por mais que eu tente não pensar, algo martela em minha cabeça, toda vez que me ponho à disposição de algo bom. Sou fraca, quase sempre caio nessa. Mas o que também não tem explicação, é meu choro descontrolado quando estou frente a frente. Eu sento ali, e eu só tenho vontade de chorar, por todos as lágrimas engolidas quando eu tinha de estar sorrindo. Mas ali é meu lugar, onde eu posso desabar. Consigo sentir a paz. E ao mesmo tempo, a dúvida. Muitas coisas não tem feito o mesmo sentido de antes. Eu não consigo entender tal crise. Mas como me disseram: "você é humana, e isso tudo é um mistério, você não é a unica.". Tomei meu folego, me ajudou. Porém, apesar de ter tomado um ar, ainda estou vazia. Eu estou ali, bem ali no meio, muitas pessoas em minha volta, e tudo o que pareço ver/sentir, é que não vejo ninguém. Mania de querer abraçar tudo. O que não é bem uma mania, mas sim uma fuga do "só". Não consigo mandar, mas creio que ainda tenha uma solução, que ainda não me apareceu, mas tem. Só sei que me falta, falta algo. E por mais que eu pense que seja inexplicável, acho que hoje posso começar a compreender ao menos um pouco do que possa ser. Até mesmo porque se me perguntarem "o que isso representa para você hoje?...", confesso que não saberia responder. E eu quero... do tipo, eu odeio essas perguntas sem respostas. Está consumindo.

#48