quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Infartinho.


Aí você tá de boa... Só ali, sentindo a brisa, refrescante. Ou sentada no sofá, espreguiçando, coçando os olhos. Ou então caminhando, sem rumo. Mas tá de boa. Ai, repentinamente, você vê determinada coisa. Toma um susto. Mini ataque cardíaco. Ai você tropeça, deixa cair o que tem na mão, a língua, a boca se atrapalham e você já nem sabe mais o que está falando, só que você também não consegue ficar quieta. Quem dera eu tivesse o controle de ficar quieta, quando estou nervosa. Parece que quanto mais as borboletas voam aqui no estômago, mais palavras eu despejo sem sentido. Não tenho mais o controle de minhas mãos, nem da escrita. Eu quero sair correndo dali, eu quero ficar ali.
O engraçado de tomar um susto, é que você não espera tomá-lo (aaah vá!). Mas tem algumas situações que você sabe que o negócio tá ali, você sabe onde encontrar e quando encontra, "toma um susto". Susto, sim, porque as pernas ficam bambas, o coração gela, a barriga borbulha. As mãos... aaah, elas tremem. E a língua enrola, quando mais você precisa dela. Em todos os sentidos. 
É... Eu, particularmente, acho que minhas linhas de expressão me condenam, quase sempre, quando não sou cara de pau. Mas levanto a cabeça, respiro fundo, sorrio e digo: Oi :) 
(mas isso não seria ser cara de pau?)
Parece besta, mas é tudo o que consigo fazer depois de um infarto desses. Porque num instante de um segundo, conseguem passar 10 a oitava coisas na minha cabeça. E olha, bota zero nisso. 
É um SMS (ou whatsapp, como preferir), alguém que dobra a esquina, um "encontrar na rua"... Tomo tantos... 
Mas, cá entre nós: tomar um sustinho, é bom demais....

#51

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