domingo, 2 de março de 2014

Encéfaerro


Na minha aula de fisiologia, me peguei brisando em um curto fio de tempo. Falávamos sobre impulsos nervosos: de onde saem, para onde vão e onde atuam. É incrível, nosso corpo é feito milimetricamente perfeito para que funcione bem. Cada veia que transporta as minúsculas partículas de diversos nutrientes para que os trilhões de, também minusculas, células possam se manterem vivas, e nos manterem em pé, coincidentemente, vivendo. Cada neurônio com sua sinapse (umas afetadas, outras funcionam até demais de bem, mas nada de errado nisso), para mandar seus impulsos, para com que tudo se mova, indo para seu caminho certo, e fazendo tudo funcionar. E geralmente, quando quero levantar um braço, mexer uma perna, sou eu quem mando o comando para meu cérebro e este, em fração de segundos, faz a reação. Então pensei: de onde vem as emoções? Qual parte é essa que eu não tenho autonomia, que controla minhas emoções? Eu não escolho sentir. Fome, sede. Frio ou calor. Ódio ou amor. Tudo bem que eu não penso em piscar, de minuto em minuto, e meu corpo mesmo assim o faz. E meu coração bate, sem que eu precise pensar todos os segundos. Então...
Coração? Seria essa a parte? - Não, apesar dele disparar descontroladamente. - Estômago? - Não, mesmo o próprio me dando sintomas desenfreados. A pele.(?) - Negativo. Só porque ela demonstra com os arrepios? 
O cérebro.
Cérebro, sempre ele. Ele é o manda-chuva, parte do cérebro todas as ordens para que nosso corpo se locomova, sinta, reproduza, funcione... Tato, visão, paladar, olfato, audição... Já disse. Eu disse ser perfeito, mas nem sempre, e temos um porquê. Como nome mais científico, temos: massa encefálica. Fálica. Tá explicado. Sem mais.

#58

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